A beleza que foi consagrada a essas criaturas fez com que fossem subestimadas outras qualidades, entre elas a inteligência. A exigência que existe em relação à beleza, por parte do sexo oposto, é muito ofuscante e aniquila ou chega até a negar a inteligência que foi concebida às mulheres. Os costumes que desde a Antigüidade se colocam com a primazia masculina, fizeram com que houvesse um esquecimento da figura feminina, a sua representação resume-se à sua insignificância acerca das questões como política, ética e elaboração de conceitos públicos. Apesar disso, surge um ponto. Talvez as mulheres se acomodassem ou se apegaram demasiadamente a essa postura por pensar que não existe possibilidade de mudança devido a dependência que elas têm referente ao poder exercido pelos homens. E as que tentam, baseiam suas tentativas em fatores falhos, mais limitados possíveis, por desejar o lugar do homem, leia-se feministas. Mas por que elas não estão certas? Eis a questão! A revelação dos fatos é sutil. A idéia existe quando colocamos a necessidade de um companheiro necessário, ou, melhor, dizendo, o conhecimento acerca da necessidade da união. Nessa união existe o desejo sexual; a mulher tem as mesmas necessidades dos homens, com a diferença de que foi negado a ela o direito de expor. É importante percebermos a condição das mulheres e lutar pelo reconhecimento do valor do seu papel social. Se ela foi feita para agradar o homem, que ela saiba que isso pode ser usado da maneira que ela bem quiser. Nesse sentido dá-se a força dela. Não usar essa ferramenta da mesma forma que já foi usada, em favor dos homens, mulheres na história morreram para salvar seus homens ou o fizeram algo para o bem deles, mas usar de forma inteligente mesmo, ignorando se a considerarem egoísta. Uma dessas ferramentas seria a persuasão. A facilidade que as mulheres têm de conquistar o que querem e quando querem é incontestável. Leia Medeia e observe o poder que essa mulher representou, apesar de ter adquirido, no decorrer da história, qualidades que dificilmente outra conseguirá. Mas foi lá e fez. É interessante observar que não são todas que conseguirão obter o mesmo êxito, porque não são atos que conseguiram negar a supremacia masculina, a dualidade fortes/fracos que se dez na história, mas uma mudança de paradigmas tirando tanto o homem como a mulher de seus lugares-comuns que tendem a criação de novas concepções é valiosa. Mesmo com limitações pode existir progresso quanto a mores, por exemplo. Não é violentar a natureza feminina que iremos conseguir êxito, mas uma reflexão em torno de fatores bem próximos e ir mudando a nossa forma de agir diante do poder (que podemos obter ou colocar a nosso favor) é ousado e engrandecedor para nossos espíritos. Se as mulheres tivessem consciência de controle que elas possuem quando são colocados frente-a-frente de seus amantes, por exemplo, diferentemente dos homens que dificilmente têm a mesma postura quando são confrontados em situações semelhantes. Penso diferente quando imagino que a mulher tem a capacidade de raciocinar de forma bem mais acertada e quando percebo que os homens são vulneráveis em relação aos seus desejos sexuais. Negue a ele a sua vontade de que seus genes sejam imortalizados, que assim você estará ferindo seu orgulho, tão antigo quanto sua existência. Não falo de pretensão, falo de fatos colocados de maneira não censurada. Não é deter as peculiaridades femininas nem sequer as qualidades masculinas, mas aprender a jogar o jogo da vida. Saber enxergar certas vantagens que são cabíveis e alcançar o sucesso que pode e deve ser alcançado.
Desafiando o juízo público as mulheres serão ousadas, atraentes e podem mudar o curso das coisas, pagando o preço necessário, é claro! Mas com a recompensa de que além de senhoras, que têm a educação já prevista por homens, podem provar a si mesmas que são capazes de usufruir de sua inteligência melhor até que os homens (os que se perdem ao ver uma mulher mais bela, que reconhecem que seu pênis não é racional; enquanto elas estão tão condicionadas no que se refere aos seus desejos, levando em consideração que elas deixem de desejar o amor, desejem seus resultados profissionais, intelectuais, saberão se superarem nesse sentido - sendo assim mais fácil de controlar a busca pelo amor que controlar a necessidade sexual). Sabendo que podem educar-se independentes do seu tempo e serem senhoras de si. Com todas as conseqüências de sua condição feminina, seus deveres como mulheres, elas podem aprender a despertar sua genialidade.
Não conheço ainda as pessoas da ”blogosfera”, especialmente no WordPress, mas dedico este texto à Submissa, que parece muito criativa e sabe despertar a genialidade.
Inquieta. Estudante de filosofia. Amante do saber. Amiga da sabedoria. Repleta de dúvidas. Angustiada.
E-mail: dinha.filosofa@gmail.com






6 respostas so far ↓
Jorge Alberto // Janeiro 25, 2008 às 12:22 am
Seu texto sobre as mulheres foi muito bem escrito e vi seu blog aqui por acaso. De uma certa forma há similaridades com um que escrevi há algum tempo e gostaria de te mostrar.
Em meu blog, o Recanto das Palavras, no campo de busca escreva a palavra mulher.
Seja bem-vinda.
Angustiada Consciência // Janeiro 25, 2008 às 8:56 am
Eu nunca acho meus textos bem escritos, mas tudo bem. Como eu havia falado: não achei o texto em especial, mas li vários e gostei bastante. Obrigada pelas ”boas-vindas”, apreciei teu blog, logo, me senti bem-vinda.
Jorge Alberto // Janeiro 25, 2008 às 11:56 am
Muito pertinentes as suas observaçõe sobre seus textos e também as suas palavras sobre o que escrevi.
O post que te falei é este:
http://recantodaspalavras.wordpress.com/2007/03/08/mulher/
Manyukeh // Janeiro 25, 2008 às 3:03 pm
Primeiro de tudo deixe-me agradecê-la pelo texto dedicado, à mim, apesar de não me considerar merecedora, é, sem dúvida alguma, uma honra.
Agora, como você pode achar que não escreve bem, com um conteúdo um tanto voraz e tb sensível numa prosa só? Você escreve muito bem sim! Continue!!
Adorei.
Um grande beijo,
Many
Mulher « Recanto das Palavras // Janeiro 28, 2008 às 9:20 pm
[...] também um texto bacana aqui. [...]
Mulher « Dúvidas & Angústia. // Março 8, 2008 às 2:38 pm
[...] ps: Outro texto que fiz. [...]
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