Dúvidas & Angústia.

Schopenhauer versus Hegel

Março 17, 2008 · 8 Comentários

  • Não são fofos? Imagina se isso tivesse acontecido. :D

Schopenhauer, Hegel

Categorias: Filosofia · Momentos
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Amateurs (Causing Violence)

Março 17, 2008 · 2 Comentários

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Fonte: Cectic

Categorias: funny
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Momento Florbela Espanca de Ser

Março 17, 2008 · 2 Comentários

Estou sem postar há alguns dias e não estou com a mínima vontade de postar algo bem ‘‘trabalhado’’ agora. Então vou rasbicar sobre o tem acontecido comigo nestes dias.

Eu nunca fiquei contente em conversar com pessoas de determinado lugar, de determinada forma de pensar ou até mesmo com pessoas que concordem comigo. Sempre gosto de diferenças. Isso é bom porque nos leva a enxergar as coisas de uma maneira menos limitada e é ruim porque não teremos muita segurança ao afirmar algo, pois sempre levaremos em consideração os outros aspectos (a multiplicidade) de uma mesma coisa, as pessoas não costumam entender, pois são presas às convenções, a um só ‘‘visar’’, etc.

Eu nunca parei para pensar no tempo em que as pessoas permanecem em minha vida, mas tenho uma leve impressão de que não significam muito (as pessoas e o tempo). O tempo é incerto e as pessoas…Ah, as pessoas…As pessoas são descartáveis. Por qual motivo penso isto? Tento explicar: não há nada de sagrado em um ser ou pelo menos é assim que eu penso. As pessoas são assim mesmo: acham que são importantes. Mas não são. Eu não consigo encontrar respostas nem perguntas apenas numa pessoa, eu caminho, sou inquieta e não fico contente com ser. Ser é pouco.

Mas tudo o que eu falei até agora não diz acerca de um terço do que penso sobre o valor das pessoas. Eu penso que as pessoas são importantes, mas no sentido de momento(s). Nunca devotei à minha vida a alguém, nem a um livro, a nada na verdade. Sempre mudo.

Nessa semana voltei a falar com alguém que já tinha sido importante para mim. Espero sinceramente que esta pessoa não leia, pois tenho vergonha de admitir isto. Essa pessoa é necessária na minha vida (uma entre as poucas), mas também não deixei de viver nesse tempo em que nos falamos.

‘‘I’ve seen too much
I haven’t seen enough
You haven’t seen enough’’

- Idioteque, by Radiohead

Mas também tenho conversado bastante com uma pessoa que bastante especial. O Fábio. Ele é um daquele tipo de ‘‘homem que queremos do nosso lado’’ com ‘‘jeito de menino’’. Fascinante, sim? Eu me divirto bastante com ele, além de discutir, confrontar, etc. É bom discordar dele, pois ele não muda de opinião fácil, diferente da maioria das pessoas com as quais converso. Então vocês podem imaginar que nunca falta assunto para conversamos. O problema é que ele é um pouco exagerado, adora receber carinho, então tenho sempre que fazer as vontades dele, dizer o quanto o admiro só para imaginar o quanto ele fica feliz. No mais: um ótimo amigo.

Nessa semana alguém me fez enxergar algumas falhas minhas e como devo melhorar. Fiquei chateada e por isso estou tentando ‘‘contornar’’ a situação a tempo. Espero que eu consiga, pois eu vou colocar à prova o que eu quero. Esse alguém disse: ‘‘Quer? Então prova!’’. Mas o resultado não é imediato. Vou provar num intervalo de dois anos mais ou menos.

Então, é isso. Não perco muito tempo com uma pessoa só, com um assunto só, enfim…

Sempre me perco (a la Florbela Espanca - Cf. Poema Amar). Por falar em Florbela Espanca:

Desdém

Andas dum lado pro outro
Pela rua passeando;
Finges que não queres ver
Mas sempre me vais olhando.

É um olhar fugidio,
Olhar que dura um instante,
Mas deixa um rasto de estrelas
O doce olhar saltitante…

É esse rasto bendito
Que atraiçoa o teu olhar,
Pois é tão leve e fugaz
Que eu nem o sinto passar!

Quem tem uns olhos assim
E quer fingir o desdém,
Não pode nem um instante
Olhar os olhos d’alguém…

Por isso vai caminhando…
E se queres a muita gente
Demonstrar que me desprezas
Olha os meus olhos de frente!…

Florbela Espanca - Trocando olhares - 18/07/1916

( via: Florbela Espanca )

Meu mal é ser intensa. É acreditar demais num momento e não esperar muito no que possa ser construído a partir disto. Eu sinto necessidade de encontrar o melhor que há nas pessoas, de fazê-las me mostrar o que há de melhor. Mas depois de ensiná-las a despertar o que há de melhor, a responsabilidade não é minha.

Categorias: Momentos
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